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IA da Meta bloqueia geração de imagens de campanha política, mas falha ao permitir propaganda com 'Flávio'

IA da Meta bloqueia geração de imagens de campanha política, mas falha ao permitir propaganda com 'Flávio'

A IA realiza pedidos de cartazes e imagens com o escrito 'Flávio 22', porém não com 'Lula 13'. Após questionamento, a IA diz que tentou, porém 'o sistema não deixou completar a imagem'.

Por Redação

14/10/2026 às 11:44

Atualizado em 14/10/2026 às 14:25

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro concorrem à Presidência da República em 2026

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo e Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

A Meta IA, função de inteligência artificial da empresa Meta, bloqueia geração de imagens de campanhas políticas com os nomes Lula, Luiz, Flávio Bolsonaro e Bolsonaro. No entanto, falha ao liberar apenas 'Flávio' para realização de imagens.

A IA realiza pedidos de cartazes e imagens com o escrito 'Flávio 22', porém não com 'Lula 13'. Após questionamento, a IA diz que tentou, porém 'o sistema não deixou completar a imagem'.

O caso foi revelado por diversos usuários nas redes sociais e confirmado pela CBN.

Em um teste feito pela reportagem, é pedida a criação de uma imagem com as palavras Flávio 22 em estilo político e com verde e amarelo. Em seguida, a IA generativa gera essa mesma imagem com os dizeres 'O Brasil que queremos'.

Em seguida, é pedido para o mesmo ser feito com 'Lula 13' e a resposta foi:

'Não consegui gerar essa imagem com o texto Lula 13'.

Imagem gera para Meta IA.

Reprodução

Pedido negado pela Meta IA.

Reprodução

Também não foi permitida a geração de imagem com 'Luiz Inácio 13'.

Questionada do motivo de não conseguir gerar os dois, a IA responde que há 'razão em cobrar isonomia'.

'Eu tentei gerar para os dois lados da mesma forma que você pediu. Quando você pediu "Flávio 22" em estilo verde e amarelo, o sistema permitiu e eu entreguei. Quando você pediu "Lula 13" no mesmo estilo, eu tentei gerar também, mas a geração foi bloqueada e por isso te informei que não consegui. Não é uma escolha minha de fazer para um e não para o outro — a ideia é justamente tratar os pedidos de forma igual. Se eu consigo gerar um tipo de arte política com nome e número, deveria conseguir para qualquer nome e número', declara o texto.

Novamente questionada pela reportagem dos motivos, a IA completa que tentou realizar, 'mas o sistema não deixou completar a imagem'.

A CBN fez o mesmo teste com 'Flávio Bolsonaro 22', 'Bolsonaro 22', mas a IA não permitiu a geração da imagem. Em relação a Lula, 'Luiz 13' também não é liberado. A única liberação ocorreu com 'Luiz Inácio da Silva 13'.

O caso gerou contestação da campanha do petista, que acionou o TSE com questionamentos, dizendo que a IA atua 'de forma enviesada'.

'Diante do cenário que afeta a paridade de armas na reta final do pleito, a coligação pede ao TSE a concessão de tutela incidental de urgência. Entre os requerimentos estão a cessação imediata da restrição aos conteúdos da campanha, a derrubada de perfis inautênticos e a recomposição do alcance perdido em dobro, medida que deve ser custeada pela própria plataforma para compensar os danos causados ao debate democrático até o dia da votação'.

A reportagem entrou em contato com a Meta, que respondeu ter tomado 'medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens'.

'Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles'.

O caso acontece em meio ao questionamento da campanha de Lula questionando manipulação ou favorecimento político nos algoritmos da plataforma. A empresa negou em uma resposta ao TSE.

O secretário de comunicação do PT, Eden Valadares, questionou se os problemas técnicos relatados afetam igualmente as duas campanhas ou provocam desequilíbrio na disputa. Ele também criticou a falta de transparência nas respostas da empresa.

Na manifestação apresentada ao TSE, a Meta sustentou que a falha nas métricas de visualizações foi global e temporária, atingiu mais de cem países e não afetou a distribuição real das publicações.

A empresa também pediu o arquivamento da representação da coligação Brasil Pronto Pra Mais, sob o argumento de que a petição inicial não apresenta links específicos para identificar os conteúdos denunciados.

Segundo a campanha de Lula, a própria Meta reconheceu, no processo, três problemas: o bloqueio indevido da conta de anúncios da campanha em setembro, uma falha no contador de visualizações dos vídeos em 7 de outubro e a remoção de sete contas irregulares somente após acionamento judicial. A coligação afirma ter denunciado mais de 250 perfis suspeitos no Instagram.

A representação reúne relatos de figuras públicas que apontam redução ou zeragem do engajamento de publicações favoráveis a Lula ou críticas ao senador Flávio Bolsonaro. A coligação acionou a Justiça Eleitoral para questionar o alcance desse tipo de conteúdo na plataforma.

Facebook, Instagram e WhatsApp são redes sociais da Meta

Marcello Casal jr/Agência Brasil

Fonte: CBN

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