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Flávio Dino autoriza terceira investigação contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência
Flávio Dino autoriza terceira investigação contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência
Por Redação
04/08/2026 às 11:48

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de uma terceira investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que pretende apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo empresas ligadas ao empresário.
O novo inquérito é independente das duas investigações já em andamento e ficará sob a condução da Polícia Federal. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, os fatos investigados são distintos daqueles que já são objeto de apuração.
PF aponta novos indícios
A Polícia Federal afirma ter identificado elementos que justificam uma nova investigação sobre a suposta atuação de Lulinha em favor de empresas privadas junto a órgãos públicos. O conteúdo do inquérito segue sob sigilo, e as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre os fatos que motivaram a nova apuração.
A autorização de Flávio Dino permite que a PF realize diligências, colha depoimentos e reúna provas para esclarecer se houve ou não a prática de crimes. A abertura do inquérito, por si só, não representa culpa ou condenação, mas apenas o início formal da investigação.
Terceiro inquérito contra o filho de Lula
Com a decisão, Lulinha passa a ser alvo de três investigações no STF. As apurações anteriores também envolvem suspeitas de tráfico de influência e suposto favorecimento a empresas com interesse em contratos públicos. Todos os casos seguem em fase de investigação e ainda não houve denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Os inquéritos tramitam no Supremo porque as investigações possuem conexão com autoridades que têm foro por prerrogativa de função.
Defesa nega irregularidades
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva sustenta que o empresário nunca utilizou o sobrenome ou qualquer influência política para obter vantagens indevidas e afirma que as suspeitas não têm fundamento. Os advogados dizem que irão colaborar com as investigações e apresentar todos os esclarecimentos necessários.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já declarou publicamente, em outras oportunidades, que o filho não receberá tratamento diferenciado e deverá responder às investigações dentro do devido processo legal.
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