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Polícia prende homem que manteve corpo da mãe em freezer para sacar mais de R$ 500 mil em pensão
Polícia prende homem que manteve corpo da mãe em freezer para sacar mais de R$ 500 mil em pensão
Por Redação
04/08/2026 às 09:22

Foto: Divulgação | Wales News Service
Um homem foi preso após a polícia descobrir que ele manteve o corpo da própria mãe escondido em um freezer para continuar recebendo benefícios previdenciários em nome da idosa. De acordo com a investigação, o suspeito teria sacado mais de R$ 500 mil em aposentadoria e pensão após a morte da vítima, ocultando o falecimento para evitar a suspensão dos pagamentos.
A fraude veio à tona depois que autoridades identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a situação da beneficiária e iniciaram uma apuração. Durante as diligências, policiais localizaram o corpo da mulher armazenado em um freezer na residência onde ela morava com o filho. A identidade dos envolvidos não foi divulgada pelas autoridades.
Esquema teria durado meses
Segundo os investigadores, o suspeito não comunicou oficialmente o falecimento da mãe aos órgãos responsáveis e continuou movimentando as contas bancárias da vítima para sacar aposentadoria e outros benefícios previdenciários.
Agora, a polícia busca determinar a data exata da morte da idosa, por quanto tempo o corpo permaneceu ocultado e o período em que os pagamentos continuaram sendo feitos de forma irregular. A perícia também trabalha para esclarecer a causa da morte.
Investigação apura diversos crimes
O homem poderá responder por ocultação de cadáver, estelionato contra a administração pública, fraude previdenciária e outros delitos que poderão ser identificados durante o andamento das investigações.
Além da responsabilização criminal, os investigadores analisam toda a movimentação financeira para calcular o prejuízo causado aos cofres públicos e verificar se houve participação de outras pessoas no esquema.
Benefícios são cancelados após confirmação da morte
Especialistas lembram que aposentadorias e pensões são automaticamente encerradas após o registro oficial do óbito do beneficiário. Quando a morte é ocultada e terceiros continuam realizando saques, os valores recebidos podem ser cobrados judicialmente, além de gerar responsabilização criminal dos envolvidos.
A investigação segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso e confirmar o montante total recebido de forma indevida.
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